quarta-feira, 28 de maio de 2008

O Bunny é canadense!!!


Gente, a partir de hoje o Bunny já é um coelho legalizado canadense!!

Sim, sim, recebemos hoje a visita do veterinário responsável pela quarentena do Bunny e depois de fazer um carinho nele (no Bunny) recebemos a declaração oficial de que ele passou pela quarentena, teve tudo aprovado e já é canadense :)

Estou devendo desde o outro blog contar um pouco mais sobre a saga de trazer o Bunny para cá, né? Estão com paciência? Olha q para esse assunto, eu já perdi completamente... rss... vou tentar resumir, tá?

Bom, tudo começou em Janeiro desde ano, quando resolvemos que não iríamos deixar nosso mimadinho no Brasil. De lá pra cá, nem sei quanto tempo eu perdi correndo atrás de informação, conversando com gente no Brasil e no Canadá, fuçando sites e mais sites, até que descobri que para trazer o Bunny eu precisaria de:
- uma autorização de importação para o Canadá, que deveria ser tirada pelo menos um mês antes da saída do brasil;
- uma autorização de exportação que o Ministério da Agricultura teria que me dar, com base na autorização de importação;
- e finalmente, uma autorização da Air Canada para que o Bunny, considerado um animal silvestre e não um animal de estimação, fosse transportado para o Canada como animal de estimação, resumindo, pudesse viajar como um cachorro ou um gato.

Bom, a primeira coisa que consegui resolver foi a autorização da Air Canada, que sem muita enrolação, apenas alguns e-mails e telefonemas no Brasil e no Canada, obtive o código. Vale comentar que depois, no dia da viagem, quando passamos no check-in e a pessoa perguntou se era cachorro ou gato que estávamos levando, a gente teve q dar aula para ela de como ela faria o registro, qual era o código, onde colocar e que realmente já tinha uma anotação da Air Canada de dia tal, em nome de tal... e aí deu tudo certo!

Depois, o segundo q conseguimos resolver foi a autorização de importação, mas foi um looongo caminho.Como existe uma doença viral hemorrágica que dá em coelhos na europa, o pessoal daqui do Canada fica em pânico em saber que de repente o virus possa chegar aqui, e como nós estamos vindo de um país tropical, até eles entenderem que não temos esse vírus... vai papelada: atestado de saúde, certificado de posse desde que o Bunny era pequenininho, idade, cor, raça, peso e blá blá blá... e tudo com tradução juramentada, claro!! E manda papelada pra cá, pra lá... até que consigo falar com o veterinário responsável (por sinal, o mesmo que esteve aqui em casa hoje!) e descubro que o Bunny pode vir, mas que teria que ficar em quarentena, sob observação, para só depois ter o alvará de liberdade. Ok, sem problemas, até pq a quarentena pode ser com a gente, mas com duas ressalvas: tem q ser em uma casa e a casa tem que ser pré-aprovada antes da vinda dele!!

Aí começou a correria pois nossos planos iniciais eram para um apartamento... só que para a quarentena não tinha jeito, tinha q ser casa... bom, fomos atrás de uma casa. E nessas horas q os amigos se tornam mais especiais ainda, ajudaram passando contatos importantes (como a dona da casa onde estamos agora), receberam aqui o veterinário para inspeção, mandaram documentação pra gente... foram realmente excepcionais! Para terminar, recebemos a autorização em mãos em São Paulo, vindo diretamente pra gente com um outro amigo brasileiro que estava indo pro Brasil, este, nem temos como agradecer por tanto que faz por nós!!

Com a autorização de importação em mãos, só faltava a documentação brasileira, que teoricamente deveria ser a mais fácil e rápida pois eram só carimbos, assinaturas e verificação de dados.

Bom, nem preciso falar que foi a parte mais difícil, né? Lembro de uma sexta-feira onde uma senhoura me deixou esperando por quase 3 horas para carimbar a folha e fazer uma rubrica... isso pq não tinha ninguém na minha frente!Depois, foi a vez do Ministério da Agricultura no Aeroporto de Cumbica, meu Deus, o que era aquilo (ou o que é aquilo??). Má vontade desde a sinalização até o "até logo", vi o desespero de outras pessoas que não estavam com a informação correta e a falta de sensibilidade humana em passar um telefone sequer... foram mais duas horas de espera por um carimbo e um selinho, sendo que conversando com outras pessoas, nem sempre se consegue o que se precisa pois deu o horário eles fecham e te deixam falando sozinho, tem um risquinho não aceitam e mandam fazer tudo de novo, ou seja, implicam mesmo pq não fazem questão nenhuma de fazer o trabalho deles. E o pior, não podemos nem brigar nem criar confusão pq senão, aí sim que não sai nada.

Depois de muito rezar, já no dia da nossa viagem, consegui tudo que eu precisava e embarcamos! Não sei se eu estava tão nervosa por tudo que estava acontecendo, já estava com os nervos à flor da pele de tanta documentação, ou mais apreensiva ainda por saber que o Bunny teria q encarar tantas horas no babageiro que, antes de entrar no avião, ficamos sabendo de um caso de um gatinho q chegou congelado e morto pq esqueceram de ligar o aquecimento no compartimento de bagagem (sério, parece inclusive que entraram com processo contra a Air Canada)... e nossa, cheguei no avião avisando toda tripulação sobre o Bunny... e como para embarcar tbm tinha sido um caso raro, todos realmente já estavam sabendo dele. Nem preciso falar que cada vez que acontecia uma turbulência meu coração ia lá pro bagageiro junto com o Bunny, das 10 horas de viagem que geralmente vou capotada, se dormi 4 horas foram muitas... acho que estava tão na minha cara a preocupação que assim que aterrissamos aqui, o próprio comandante veio me avisar q o Bunny estava bem, que já tinha desembarcado e que era só pegá-lo no portão B.

Nem sei quanto tempo mais demoramos na imigração ou pegando nossas malas, só sei que quando chegamos no lugar e eu vi o Bunny deitadinho, só esperando, nossa, tive até vontade de chorar!!
Depois disso foi só ir para casa e na primeira saída para compras, a prioridade foi o Bunny: comidinha, potinhos, brinquedinhos... como se fosse (e como foi) o primeiro dia de vida dele na nossa casa.

Falei que ia escrever pouco mas me empolguei de novo, né? rsss

Sei que se vc ama o seu bichinho assim como eu amo os meus, entende exatamente o que nós passamos e uma coisa eu garanto: a felicidade de estarmos com nosso mimadinho aqui, que depois de um tempo se acostumou e que agora já está todo feliz novamente, paga qualquer dinheiro e qualquer esforço que fizemos! Não imagino como estaríamos aqui sem um bichinho de estimação, mesmo que seja um bichinho atípico, ele tem um negócio chamado amor incondicional, que tanto nos faz bem e que, principalmente, ainda temos muito a aprender com ele!

Ah, e vale lembrar da quantidade de pessoas que conhecemos por causa dessa saga, o grande contato que tivemos com o Consulado Canadense em São Paulo, a atenção e informação de tantas pessoas... não tem jeito mesmo, quando fazemos com amor, no final, tudo dá certo!

boa noite, bjs,
Ci.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Um mês de Canadá, um mês de Toronto

Às vezes parece q foi ontem, às vezes parece q faz mais de 6 meses que estamos aqui…

Já tínhamos feito 1 mês de Canadá ou mesmo 1 mês de Toronto outras vezes, mas estando aqui como residentes permanentes, sabendo que estamos construindo nossas vidas do zero novamente, é totalmente diferente.

Não nos preocupamos como das outras vezes com os melhores pontos turísticos, o melhor horário para estar aqui ou ali, qual carro seria o mais bacana para alugar, estradas e estradas para rodar, ou até mesmo em como fazer para experimentar a maior quantidade de tranqueirinhas do supermercado.. rss.
Agora, as preocupações são outras: casa para manter, contas fixas para pagar, trabalho para arrumar…

É incrível a quantidade de coisas q fizemos neste primeiro mês e o como nos sentimos vivos diante de tantas experiências novas!

A cada hora que passa, novas palavras aprendidas, a cada situação que acontece, uma abertura para entender q não necessariamente para fazermos alguma coisa, o jeito que estávamos acostumados é o melhor…
Ter a abertura para conviver e perceber que não existe certo ou errado é o maior ganho dessa mistura de culturas, cada um com seus argumentos, cada um com seu modo de viver… quem está mais próximo do correto? Será q existe o q é correto? Como é bom abrir a caixinha da nossa cabeca e realmente começar a pensar e agir “out of the box”.

No final de cada dia, apenas a certeza de que existem dias excelentes, dias bons e dias não tão bons assim... mas, tudo faz parte.
Cada vez mais entendo a expressão “c’est la vie” - et la vie, c’ est como ça - uns dias melhores, outros piores, mas todos, dias vividos, dias curtidos, dias onde por pior que as coisas aconteçam, o mínimo que levamos são as lições aprendidas.

Pensei durante algum tempo sobre o q escrever exatamente neste post de aniversário hoje, mas resolvi escrever novamente nossa frase de saída do Brasil, com a mensagem q gostaríamos de passar a todas pessoas q lêem nosso blog e que, de uma maneira ou de outra, participam da nossa vida:

Tenha objetivos, lute por eles, acredite neles… e vc verá que sua vida terá muito mais vida!

Ci & Dan.

domingo, 18 de maio de 2008

Top Onze Diferenças entre Brasil e Canada


Ontem conheci o Kid (conheci é apenas uma forma expandida de expressar as poucas palavras que trocamos) e quando li o texto que ele escreveu abordando as diferenças entre Brasil e Canada, não tinha como não trazê-lo para cá!

Provavelmente vcs irao notar a linguagem diferente dos meus textos e do texto do Kid, mas foquem nas diferencas apresentadas e na maneira como ele as abordou, eh bem interessante.

Sem esquecer também dos créditos ao meu maridão, que como sempre foi o responsável por me passar esses achados da internet. Sem ele, realmente meu mundo digital (e real) não seria o mesmo! Tks a lot my love ;)

Com a palavra, Kid:

" Top Onze Diferenças entre Brasil e Canada

11) Clima

Essa é a diferença mais óbvia. Por causa da abençoada localização geográfica do Canadá (que se encontra firmemente plantado bem longe da faixa equatorial), temos a maravilha que são as quatro estações do ano. “Mimimi, o Brasil também tem estações do ano”, cale a boca agora mesmo. Estou falando de estações DEFINIDAS.

No inverno (dezembro a fevereiro) é frio pra caralho e essa merda branca cobre a paisagem completamente. Na primavera (março a maio) é bastante agradável, as flores desabrocham, tudo fica colorido. No verão (junho, julho, agosto, o que coincide com as férias escolares gringas) é bastante quente, com temperaturas beirando os 40 graus, acredite se puder. As meninas começam a sair de saias curtas, é uma beleza. E no outono (setembro a novembro) a parada começa a esfriar e o ciclo recomeça.

Isso proporciona uma impressionante mudança de paisagem bem diante dos seus olhos.

O Canadá tem quatro estações bem definidas. Já o Brasil tem essencialmente apenas dois períodos climáticos - o “hmm, essa brisa agradável até que ajuda a secar o suor um pouco” e o “meu deus do céu está quente demais, não consigo respirar”.

Por causa disso muitos brasileiros não tem noção do que é FRIO. Cansei de ouvir paulistas me falando que “tava frio pra caralhou hoje, mêêêêu!” pra descobrir que o tal “frio pra caralho” era 10 graus. E por causa disso, muitos brasileiros acham que gostam do frio. Isso é porque o frio daí debaixo sempre se mantém na casa dos dois dígitos positivos, o que significa um alívio do calor infernal.


10) Segurança

Graças a diversos fatores do estilo de vida canadense (economia forte, abundância de empregos, polícia bem paga e alguns outros), é definitivamente mais seguro andar por uma rua canadense às duas da manhã do que seria fazer o mesmo no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

Eu mesmo demorei um pouco a me acostumar a essa realidade. Na primeira vez que um amigo entediado me ligou às 11 da noite pra ir tomar um café, achei esquisito sair andando por aí na calada da noite, cortando caminhos por vielas sem iluminação.

Não se engane, no entanto - ainda há eventos isolados de violência. Entretanto, eles são em volume muitíssimo inferior ao que acontece no Brasil. De acordo com a Wikipedia, as estatísticas mais recentes mostram que no Brasil há 27 assassinatos pra cada 100 mil habitantes. No Canadá, há 1,8 assassinatos pra cada 100 mil habitantes. Ou seja, matam um e deixam o outro à beira da morte, imagino.

Eu já fui assaltado no Brasil, e presenciei o assalto de uma ex-namorada. Meu irmão foi rendido à mão armada na porta da minha casa. Aqui, eu não conheço ninguém que sequer TENHA OUVIDO FALAR de um conhecido sendo assaltado.


9) Educação superior

Aqui eu terei que dar um merecido ponto pro Brasil. Mesmo com todas as suas maravilhas, há um conceito que o primeiro mundo ainda não conseguiu sintetizar - educação gratuita.

Ok, a frase anterior está tecnicamente errada. O que se faz no Canadá (e nos EUA, e em muitos outros países) é o inverso do que acontece no Brasil: educação até o segundo grau é paga pelo governo. Você termina seu ensino médio de graça, e aí paga pra fazer faculdade.

Aí em casa, é mais comum relegar a rede pública de ensino médio “aos pobres”, enquanto nós da classe média cursamos colégios particulares caros, na esperança de passar num vestibular federal e liberar nossos pais do fardo econômico.

No Brasil, qualquer um tem direito de cursar ensino superior - se vencer a concorrência num difícil teste de seleçãp, é verdade, mas ao menos a opção de obter educação pós-secundária sem gastar rios de dinheiro está lá caso você seja competente o bastante pra poder se beneficar com ela. Aqui, ninguém toma posse de um canudo sem dever quantias que chegam às dezenas de milhares de dólares à faculdade.


8) Impostos

No Canadá se paga bastante impostos, o que é uma constante em países de primeiro mundo. É de se esperar que tantos benefícios venham ao custo de alguma coisa, e aos canadenses custa aproximadamente um terço de tudo que eles ganham.

Além do imposto de renda, paga-se impostos provinciais (PST, Provincial Sales Taxes) e impostos de vendas (GST, Goods and Services Taxes). E como funciona isso, você está perguntando?

É o seguinte. Digamos que você queira comprar uma bobagem qualquer que custa exatamente 100 dólares segundo a etiqueta de preço. Ao levar o item pro caixa, o sistema adiciona automaticamente o PST e o GST ao valor do produto. Em Ontario por exemplo, a combinação de GST e PST significa impostos de 13% em cima do valor do troço. Ou seja, vão te cobrar 113 dólares, ao invés dos 100 redondos que você achava que o produto custava.

Na prática isso significa que você sempre pagará um pouquinho a mais do que a etiqueta dizia, e no começo isso é BASTANTE confuso e irritante.


7) Política

Sei muito pouco sobre (e me interesso menos ainda por) política, então esse é compreensivelmente o item em que posso falar menos. O Canadá é uma democracia parlamentar, ou seja, ao invés de um presidente temos um primeiro ministro. Há essencialmente apenas dois partidos políticos, assim como nos Estados Unidos: os Liberais e os Conservadores. Isso torna a política gringa extremamente maniqueísta - ou é assim ou assado, ou é preto ou é branco. Tons de cinza na política gringa são menos comuns.

Existem partidos menores, mas eles são como a Rede TV - todo mundo sabe que tá lá, mas quem realmente dá a mínima? Bota na Globo de novo aí que a novela vai começar.

Além disso, o Canadá presta reverência à corte Inglesa. Há um feriado pro aniversário da Rainha, e a imagem dela adorna nossa nota de 20 dólares. Isso difere muito da cultura brasileira, onde nós por exemplo ficaríamos muito pouco chateados se os decendentes corte portuguesa fosse subitamente atropelados por um caminhão de mudanças.


6) Inversão de valores trabalhísticos

Se no Brasil você conta pra um amigo que seu pai é pedreiro, o sujeito provavelmente se perguntará o que você está fazendo numa faculdade ao invés de estar malabarizando num cruzamento movimentado pra ajudar com a pouca renda familiar. No Canadá, se você conta que seu pai é pedreiro, o seu amigo colocará seu nome no topo da lista de pessoas a quem ele pedirá dinheiro emprestado num momento de aperto.

Pedreiros, carpinteiros, pintores, encanadores e outros profissionais similares fazem parte dos “trade workers”, ou seja, a galera que trabalha com a mão na massa da área de construção civil. Como há oportunidades pra todo mundo em praticamente qualquer área que você quiser, a maioria dos gringos prefere trabalho com mais conforto, e como resultado há um número pequeno de interessados nesse tipo de trabalho mais pesado. E quando há pouca gente querendo executar um determinado serviço, o pagamento por ele aumenta. Até mesmo um aprendiz de pedreiro aqui ganha dinheiro que permite um padrão de vida confortável.

No Brasil, o sujeito se torna pedreiro por falta de opções. Aqui, sujeito se torna pedreiro não por falta de escolha, mas por não ter medo de sujar as mãos e pegar pesado.

A propósito, pra você ter uma noção da disparidade da situação, meu irmão - que é gerente do restaurante onde eu trabalhava - quer se demitir do trabalho dele pra voltar a ser trade worker. O motivo? Quer ganhar mais dinheiro.


5) Multiculturalismo

No Brasil, é comum passar sua vida inteira sem jamais entrar em contato com alguém de outra nacionalidade. Os poucos estrangeiros com quem interagimos por aí são turistas, e ainda assim é um acontecimento relativamente raro que vira até motivo de assunto de conversa entre amigos. “Conheci um alemão na praia ontem!”

No Canadá, é completamente o contrário. É literalmente IMPOSSÍVEL sair de casa e não esbarrar com pelo menos cinquenta imigrantes. Boa parte das pessoas que eu conheço não nasceram aqui. Lá no meu trabalho, só consigo pensar em dois colegas que são canadenses.

O motivo disso é a estabilidade econômica e as oportunidades de trabalho, que atraem gente de todo canto do mundo pra cá. O fato de que canadenses são em geral mais abertos em relação a imigração ajudou nisso também. Ao contrário dos americanos, os canadenses sabem que se os imigrantes parassem de vir a este país, tudo pararia.

E isso permite você a ter um contato em primeira mão com uma cultura totalmente distância da sua. Com a Jana, uma amiga croata minha, eu entendi como foi nascer e viver num país do leste europeu completamente detonado por guerras civis e falta de trabalhos. Com o Ahmed, um colega da Etiópia, eu aprendi sobre o a dificuldade de viver na região saariana e dos seus costumes religiosos. E com o Kailing, um sujeito de Hong Kong, aprendi bastante sobre como é viver em um dos país mais populosos do mundo. E isso é uma via de duas mãos - graças a mim, eles aprenderam muita coisa sobre o Brasil. Agora eles sabem, por exemplo, que a moeda oficial do país é olho de baiacu!

Esse tipo de intercâmbio cultural é quase impossível no Brasil, a menos que você faça intercâmbio.


4) Liberdade acadêmica

Este aqui é um ponto difícil de atribuir ao Canadá ou ao Brasil; deixarei que vocês debatam nos comentários.

No Brasil, funciona assim - somos oferecidos uma grade currícular de umas onze ou doze matérias pra estudar durante os três anos de ensino médio. O objetivo disso é nos tornar pequenos especialistas em todas as disciplinas, pra nos preparar pro temido vestibular. Você então escolhe que carreira seguirá, e faz o teste. Se passar, ótimo. Se não, tenta de novo no ano seguinte.

No Canadá, funciona mais ou menos como nas faculdades brasileiras. Pra se formar, você precisa de X créditos em 4 disciplinas principais (Inglês, Matemática, nem lembro mais quais eram), e Y créditos em 4 disciplinas opcionais. O objetivo disso é que você pode, já desde o ensino médio, se aventurar em “versões demo” dos cursos superiores que te interessam. Tá afim de ser advogado? Se inscreva em Introdução ao Direito. Acha que seria um excelente chef de cozinha? Faça Culinária. Tem interesse em trabalhar com a comunidade, ou talvez desenvolver mais suas habilidades fotográficas? Dê uma olhada em Assistência Social ou Fotografia.

E o que é melhor, os créditos nessas disciplinas são válidos na faculdade e servem até como pré-requisitos pra outras cadeiras.

Isso torna o ato de ir à escola INCRIVELMENTE mais interessante, mas tem seus problemas também. Como você precisa apenas dos créditos mínimos em matemática e inglês, e os únicos que se aventuram a tomar as versões opcionais (e mais avançadas) dessas matérias são os nerds, o resultado é uma geração de jovens retardados que não conseguem resolver problemas matemáticos mais simples ou que cometem erros de grafia e concordência absurdos. Sabe aquela noção brasileira popular (e egocêntrica) de que gringo é tudo burro? Então, essa é a origem dela.

Pra você ter uma idéia da situação, EU (que falo inglês há apenas quatro anos) corrijo erros crassos dos meus amigos que me fazem imaginar se eles sequer leram um livro na vida.


3) Bilingualidade

Além das centenas de línguas e dialetos que você ouve diariamente a caminho do trabalho, no cinema ou na praça de alimentação do shopping, temos que lidar com DUAS línguas oficiais - inglês e francês.

Na prática, você pode passar sua vida inteira sem saber falar uma palavra em francês sem problema nenhum - apenas uma minoria do país é francofone, e eles se concentram em Quebec e nas províncias mais próximas. Aliás, é muito mais comum ouvir cantonês (China) ou farsi (Irã) do que francês. Quanto mais longe você se afasta de Quebec, mais raro é encontrar um “french-canadian”, como eles se declaram.

Entretanto, nós que moramos aqui no oeste do país não estamos totalmente livres da influência européia - praticamente qualquer tipo de mídia verbal impressa (posters, revistas, rótulos de produtos, placas, QUALQUER COISA) trazem dizeres ou ao menos propagandas em francês. Por exemplo, caixas de cereal matinal têm duas tabelas de valores nutricionais, uma em cada língua.

No começo era estranho, com o tempo se torna totalmente normal. Imagino que vou estranhar ver produtos com rótulos apenas em uma língua quando visitar o Brasil em outubro.


2) Leis, leis, leis

Lá atrás eu declarei que é impossível ter um país de primeiro mundo, que ofereça tantos benefícios aos seus habitantes, sem cobrar deles impostos altos. Aqui está o outro fator responsável pela considerável diferença entre as culturas brasileira e canadense - leis.

Existem dois tipos de legislação no Canadá - leis propriamente ditas, que englobam crimes gerais (assassinato, estupro, roubo à mão armada, etc) e as bylaws, que são regras mais específicas e que só se aplicam às cidades em que você se encontra. E existe bylaw pra praticamente tudo que você pode imaginar.

Cruzou a rua fora da faixa? Multa. Se reuniu com um grupinho de adolescentes skatistas atrás do shopping pra encher o saco da geral? Multa. Jogou um panfleto no meio da rua? Multa. Foi pêgo bebendo em público (tipo, andando na calçada com uma latinha de cerveja à boca)? Multa e confiscamento da bebida. Tava mijando atrás de um muro? Multa ALTA. Existe literalmente dúzias dessas leis menores, cada uma carregando uma multa considerável que garante que o cidadão pensará duas vezes antes de fazer alguma coisa socialmente reprovável.

E a principal diferença entre o Brasil e o Canadá…

1) “Poder aquisitivo” ou ”olhem o que eu comprei agora, queridos leitores”

Admito a culpa - os relatos e fotos que vocês vêem aqui no HBD são provavelmente o principal motivo pelo qual boa parte de vocês já sentiu vontade, mesmo platônica, de morar no Canadá. E isso é, em grande parte, por causa do poder aquisitivo proporcionado pela combinação salários altos + preços baixos. É difícil falar sobre o próprio poder aquisitivo sem soar arrogante ou exibido, então me perdoem.

Vamos analisar minha situação cuidadosamente aqui. Eu sou um operador da sala de controle no tribunal da minha cidade. Isso soa importante, mas na prática mesmo eu sou apenas um segurança com título pomposo. Nada mais que isso. Não tenho curso superior, não tenho nenhum “skill” rentável. Sou apenas um moleque que, pra todos os fins práticos, acabou de terminar o colegial.

Apesar disso, eu fui capaz de (em apenas oito meses) montar um apartamento completo, com certos itens de luxos que apenas poucos no Brasil podem possuir, sem jamais reduzir meu ímpeto consumista que me faz gastar mais de 600 dólares por mês com quadrinhos, armas airsoft, jogos, etc. Sem nem pensar duas vezes eu comprei itens caros como o iPod touch, o Archos, ou meu novo violão, e à vista. Até pra galera que tá bem de vida no Brasil, isso não é algo familiar.

O que um segurança no Brasil poderia fazer com seus 400-500 reais por mês? Comprar farinha láctea pros seus oito filhos e amarrar uma corda no telhado.

E aí está. Espero que tenham apreciado, porque esse texto deu trabalho pra caralho."

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Retratos da primeira semana na Jamieson


Todo primeiro dia eh igual, em qualquer nova empresa.

Passeios pelo andar conhecendo os funcionarios e suas funcoes, aquele esforco em vao do responsavel por vc explicar o que cada um faz na ilusao de que no outro dia vc lembre de tudo (especialmente os nomes!), lugares essenciais como o banheiro, a cozinha, a senha da porta de entrada, as chaves dos armarios de marketing, o local onde as pessoas do seu departamento ficam e, principalmente, onde vc ficara… ramal, computador, login, armarios, gavetas… ate ai tudo bem.

Conversar com as pessoas, conhecer novos colegas de trabalho, ir se acostumando com o esquema da empresa sobre horarios, quem faz o que, descobrir que segunda sera feriado e que na sexta trabalhamos so ate 15hs… show!! Ate que na quarta-feira, fui surpreendida na hora do almoco pela aproximacao de um senhor. Estava na cozinha terminando de almocar, ele chegou, cumprimentou, perguntou o q eu estava achando da empresa, conversamos sobre amenidades como origem familiar, linguas, cultura…. E so consegui guardar seu nome, sem nem lembrar qual era o cargo dele. Depois do almoco recorri ao cadastro do Outlook, meu Deus, era o VP de Marketing que tinha ido conversar comigo! Ainda bem que eu nao lembrava o cargo dele, senao teria gaguejado, suado frio, ia ser a gafe da semana… se ele foi me avaliar ou nao, soh ele sabe, mas ai que veio o convite para reuniao semanal do departamento, duas horas com direito a todos na mesa, mais um telefone com uma jornalista que a empresa contrata para trabalhos freelancer… e meu primeiro desespero! Bem que eu estava achando facil demais conversar com as pessoas… mas veio a reunicao para me colocar na real… como consegui me perder tanto assim?? De uns 7 assuntos que foram discutidos, se entendi 2 foi muito! Qdo aconteciam as discusoes entao, duas pessoas ou mais falando ao mesmo tempo: “para, para tudo que eu quero descer!!” rsss... So conseguia pescar uma palavra aqui e outra ali… que decepcao comigo mesma! Se eu tivesse problemas em entender o contexto do problema, tudo bem, tinha a desculpa do mercado ser diferente, das estrategias de marketing serem adotadas de maneira diferente, mas nao, meu problema foi com o ingles! Meu ouvido nao deu conta do recado e eu boiei, boiei feio… tudo bem que sou a unica nao canadense do departamento, todos nasceram aqui em Ontario ou no maximo em Quebec, mas sai pensando seriamente em voltar a ter aulas pq daquele jeito, nao ia dar, eu simplesmente nao tinha entendido um monte de coisas! (e nao tinha a opcao de colocar legendas!)

Voltei arrasada para casa, que decepcao comigo mesma… e eu que estava achando que tudo ia bem… mas depois de encontrar um novo conhecido, e, conversando com outro amigo que ja esta aqui ha alguns anos, percebi que eu nao era a primeira nem a ultima pessoa que tinha esse sentimento na primeira reuniao. Resolvi relaxar e deixar os dias rolarem antes de tomar qualquer atitude…

A quinta e a sexta-feira foram boas, fiquei mais amiga da minha vizinha de baia, descobri um chocolate quente delicioso que tem na cozinha, aprendi mais sobre os produtos da empresa e ate peguei amostras que estao para vencer ou mesmo produtos descontinuados que sao oferecidos aos funcionarios. Estou copiada nos e-mails de “happy holiday”, manutencao do servidor, acesso aos diretorios de marketing… ate entrei na rifa de um som da Bose que estao fazendo, quem sabe eu nao dou sorte?

Na quinta-feira, o salto do meu sapato quebrou atravessando a rua e eu ja estava longe de casa… tive que parar na primeira loja de sapatos e comprar novos. Ate passei no lugar onde consertam sapatos que tem embaixo do predio, mas demoraria pelo menos 45 minutos para ficar pronto… eu nao poderia esperar… Comprei outro e problema resolvido. No atraso de chegar, comento com a minha vizinha de baia sobre o ocorrido e ela me da a dica do melhor lugar para comprar sapatos em Toronto, pq ela eh uma Shoeaholic (viciada em sapatos). Nada como estar ao lado da pessoa certa, e falei que nao gostava de gastar dinheiro com isso, afinal meu negocio eh tennis, e ela me passa o segredo: uma loja com sapatos bonitinhos e confortaveis por 20 dolares ou ate menos. So pode ser um sonho... com certeza passarei lah um dia desses!

Como sera a proxima semana? Nao sei… so espero que nao tenham outras reunioes! Rsss… ou melhor ter e o pessoal falar um pouquinho mais devagar? Sei la… se vou voltar a estudar, tbm nao sei, por enquanto, melhor dar tempo ao tempo! Acho que essa eh a primeira licao que aprendemos por aqui, ou ate mesmo antes de chegarmos: tudo tem seu tempo!!!

Otimo final de semana para todos e para quem esta por aqui, “have a nice Victoria’s Day” (eh a comemoracao do aniversario da rainha Victoria, o dia de seu nascimento eh dia 24 mas a tradicao eh comemorar na segunda-feira anterior ao dia 25 de Maio, o que acontecera dia 19 deste mes)

bjs,
Ci.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Primeiro dia na Jamieson Labs


Foi tudo muito, muito rapido.
Com uma semana de Canada, meu amigo que trabalha nesta empresa pediu meu curriculum, disse que teria uma reuniao com o VP de Marketing e que iria entregar meu cv nas maos dele.

Foi simplesmente fantastico... no dia seguinte a Gerente de Marketing da Jamieson me ligou e me chamou para uma entrevista. Quase cai para tras, ingles enferrujado, 12 dias de Canada, menos de 4 semanas que eu tinha saido do emprego no Brasil, terninho preto apertado na cintura (4 anos que eu nao usava roupa social), nervosismo a mil e a oportunidade de uma primeira entrevista na cidade onde sempre sonhei construir minha vida...

Acho que foram as preces dos meus familiares e amigos que me ajudaram pois nao gaguejei, nao falei demais (como normalmente faco), nao demorei nem fui rapida nas respostas. Apenas o suficiente, o esperado, o aguardado para aquele cv nas maos da Gerente de Marketing. E entao veio a frase final: 'Cinthia, vc sabe que nao temos vaga aberta para o departamento de marketing, mas nosso VP gostou muito da sua experiencia e eu tambem gostei muito de vc, o que vc acha de comecar conosco - sem ser registrada, apenas como se fosse um estagio - e daqui uns dois meses voltamos a nos falar? Preciso muito de alguem para cuidar da parte de publicidade com revistas, jornais, internet e tambem alguem com experiencia em assessoria de imprensa, que vejo que vc tem bastante.'

Nao tive duvidas, aceitei na hora e hoje foi meu primeiro dia de trabalho.
Eu poderia pensar que estariam me explorando, trabalhando sem ganhar dinheiro, mas preferi pensar que estou estudando o mercado canadense (exatamente na minha area, minha profissao) e que, mesmo sem ganhar nada agora, posso ter a oportunidade de uma vaga mais para frente, ou no pior cenario, meu ingles turbinado com as palavras certas para um departamento de marketing communication, pronta para futuras entrevistas em outras empresas daqui.

E chego agora em casa depois desse primeiro dia, cabeca a mil pela quantidade de informacao aprendida em um so dia, duvidas de como foi meu desempenho para gerente e para o resto da equipe, varios e-mails para responder, casa para cuidar e... dedinho do pe doendo de usar sapato o dia todo!! Ahhh, ninguem merece, ainda mais euzinha, estilo jeans, tenis e blusinha gravado no peito, ow tristeza ter que colocar calca social, blusinha arrumadinha e.. aff, batom e lapis no olho... mas nao tem jeito, no almoco com as meninas da area, descobri o quanto a empresa valoriza a aparencia, ainda mais para o departamento-imagem dela, que deve transmitir no rosto de seus colaboradores, os valores e ideias da empresa. Ok, entendi, entendi, vou arrumadinha todo dia, igual hoje.

Ainda eh cedo para dar qualquer opiniao sobre a empresa, apenas agradeco muito meu amigo que me indicou lah, meu ingles que deu pro gasto na hora certa, minha familia e amigos que sempre torcem tanto por mim e especialmente, eu marido que me apoia tanto que se fosse preciso, ficaria la me esperando o dia todo so para ter a certeza de que eu estava bem.

Os dias passarao, as semanas tambem e daqui a pouco sei que terei novidades a respeito desta experiencia... interessante que nao estou ansiosa nem com medo, apenas vivendo cada dia fazendo o que deve ser feito. Cultivando, como minha mae sempre diz para eu cultivar: amor, paciencia e dedicacao.
O resto, o tempo se encarrega de trazer.

bjs mil,
Ci.

terça-feira, 6 de maio de 2008

A Primeira Multa a Gente Nunca Esquece

Não, não passamos no farol vermelho nem andamos em excesso de velocidade. Pra falar a verdade, nem foi traumático. Mas nem por isso deixei de ficar puto. De noite, chegamos tarde e deixamos o carro na frente aqui da casa, nem sabíamos que era proibido estacionar, sinceramente, a placa é tão pequenininha, que nem percebemos. Na manhã seguinte, lá estava o "aviso" no para-brisa. E a cor do maldito papelzinho é ... adivinhem ? Amarela ! Valor ? Nem foi tao caro: CAN$ 30,00. Outro dia vimos um guardinha multando outro carro. Funciona assim: ele tem um PDA com impressora embutida, o troço já sai bonitinho (se é que podemos dizer isso). Tem até o nome do guardinha em extenso ! Menos mal que ainda não temos a habiltação canadense e alugamos o carro com a habiltação brasileira, pois caso contrário, a canadense estaria "suja", o que significaria perda de desconto no seguro do futuro carro ... A única parte boa é a facilidade de pgto: Por telefone, com cartão de crédito ! A imagem deste post é a nossa multa original para vcs terem uma idéia (basta clicar na imagem para aumentar - "escondi" os principais dados por motivos de segurança).

Té + ! 

Dan.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Matando as saudades


Faz apenas 8 dias que estamos aqui, mas ja deu para matarmos as saudades de varias coisas que sentiamos falta quando estavamos em Sao Paulo... seguem algumas:

- dirigir civilizadamente no transito: quem dirige em Sao Paulo sabe exatamente do que estou falando... parece que nos ultimos anos a educacao dos nossos motoristas, a tolerancia e a cordialidade cairam para baixo de zero. Eh muito bom voltar a dirigir podendo ser educado sem parecer idiota, transitando com tranquilidade pois muito poucos andam como loucos por ai (e olha que eu era a primeira a amar 'dirigir perigosamente', mas nada que a vida nao nos ensine a frear um pouco, ne? rss)

- comer Count Chocula no cafe da manha: eh um cereal de morceguinhos de chocolate com morceguinhos de marshmallow que eu adoro!! claro que para muita gente pode nao ter nada de especial, mas eu gosto e nao achava nunca no Brasil, ja aqui, pude desde o primeiro dia comprar minha caixinha de cereal e todo santo dia, tem Count Chocula no cafe da manha :)

- sair para comprar algum produto e ate se perder de tantas opcoes sobre o mesmo: ate para coisas simples como um band-aid, quando vc olha para a prateleira tem tantas opcoes que se vc nao se controlar vai ficar mais de 20 minutos analisando as caixinhas ate achar aquele que combina mais com vc. Isso pq eh um simples band-aid, agora imagina a loucura da mulherada na frente daquele monte de pote de creme para escolher qual ela vai querer?? Comedia!!

- entrar no pet shop e nao arrumar encrenca com o pessoal da loja: ou pq o periquito estava com a agua suja ou o cachorrinho estava com secrecao nos olhos, eu sempre ficava indignada com a falta de amor e cuidado dos lojistas... e aqui, ja passamos em varios pet shops para comprar tranqueirinhas para o Bunny, alem da racao que ele adorou e da nova caminha (cantinho) que ele tem como banheirinho no quarto dele. E o que mais me encanta eh que em todos pets que nos passamos os animais que estavam la tinham suas gaiolas muito bem limpas, estavam com comida adequada, brinquedos para se divertirem, tinham abrigo... tudo que a gente tanto sonhou, principalmente para aves la no Brasil e que tantas vezes eu ia discutir na Cobasi ou no Pet Center Marginal pq nao estavam bem. Nem preciso dizer que ja fiquei babando nas calopsitas novamente e pelo jeito, vai ser uma questao de tempo para eu entrar em contato com a criadora daqui e arrumar mais uma 'Zen', uma 'Gaia' e um 'Rick'. Para quem nao sabe, em Sao Paulo eu tambem tinha calopsitas mansas, maravilhosas, super carinhosas e meigas. Elas ficaram com a minha vo pois como sao delicadas, poderiam sofrer (e ateh morrer) na viagem ateh aqui, mas nao passo um dia sequer sem lembrar delas.

- andar na rua e todo dia ter flores, passaros e coisas novas para descobrir: eh engracado como a gente acostuma nossa mente a estar em atividade, tinha uma epoca em Sao Paulo que nada mais tinha graca... eu ja conhecia o nome de todos os passarinhos da rua, sabia ir para todos os lugares, sabia o numero dos telefones dos meus amigos de cabeca, sabia exatamente o que eu precisava fazer no trabalho... e aqui por mais que ja conhecamos alguns lugares, muitas coisas ainda sao novas, muitos caminhos ainda nao foram percorridos, muitos passarinhos da rua eu preciso pesquisar para depois aprender o nome... as flores entao, cada dia me apaixono por uma diferente! E com isso, a engrenagem da minha mente nao para de funcionar. Puxa, como eh viciante, ne? Espero que demore muito para eu cair na rotina novamente pois viver intensamente e aprender a cada dia que passa mais e mais coisas, realmente me faz feliz.

- e pra finalizar... Cinnabon!! Sei que nao eh tanta novidade porque ja teve uma loja Cinnabon no Shopping Ibirapuera, mas fechou ha um tempo atras e eu sou louca por Cinnabon! Aproveitamos o Dufferin Mall para achar a loja seguindo o cheirinho dela e quando encontramos, foi bom demais!! Matamos a fome e a saudade, tudo junto!!

Acho que por hoje eh soo, to cansada e preciso ir dormir... depois escrevo mais. Beijos para todos, bom descanso e fiquem com Deus.

Ci.